Vida de um Botão

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O céu pálido já havia sido dominado pelo fumo que a fábrica largava. O som angustiante e ensurdecedor das máquinas pairava por ali e inúmeros botões foram feitos. Eles não suportavam tal lugar, tão negro, tão triste. Mantiveram-se no mesmo sítio até serem levados para um carro e entregues a um senhor. Preocupados tentaram escapar mas não conseguiam. Assim, um a um, foram colocados numa montra e vendido.

Contudo, sobrava um botão que as pessoas rejeitavam. Um certo dia entrou na loja uma criança acompanhada pela sua mãe, que apontou alegremente para o botão. Finalmente, teve a oportunidade de ser comprado e bordado no casaco do menino. Todos os dias, o botão cheirava o aroma estupendo dos jardins em que o menino passava e brincava e observava as maravilhas do mundo, tendo a oportunidade de ver neve e tocar na sua suave textura. Também teve a oportunidade de ficar amigo dos outros botões e de aprender a ler, somar, contar, dividir e multiplicar, pois o menino tinha vestido o casaco onde o botão estava bordado enquanto estava nas aulas.

Passados alguns anos, o rapazinho cresceu demasiado e o casaco já não lhe servia, por isso a sua mãe pegou dramaticamente no casaco e atirou-o para o lixo. Foi o fim do botão.

João Rodrigo, 6.ºB

 

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