Chuva

Já passavam cerca de duas horas desde que as aulas haviam acabado. Em circunstâncias normais, ter-se-ia encaminhado para casa enquanto o céu ganhava uma cor avermelhada e, eventualmente, escurecia, ficando o caminho apenas iluminado pela luz ténue dos lampiões e das lojas e cafés que ainda estivessem abertos a essa hora. Mas nesse dia era … LER MAIS

Ainda Mário de Sá-Carneiro…

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Na sequência do centenário da morte de Mário de Sá-Carneiro, a Cátedra Poesia e Transcendência da Universiadade Católica apresentou um vídeo de Luís Costa [nosso ex-aluno], com seis poemas de Mário de Sá-Carneiro lidos pelos poetas Valter Hugo Mãe e Jorge Melícias.

Textos Coletivos — 5.º ano

A viagem Era uma vez uma lagarta chamada Tixa. Vivia num cogumelo envolvido pelas mais sumptuosas flores da floresta. No seu interior, a sua cama de folhas secas flutuava sob um quadro com uma paisagem primaveril, pintada com uma majestosa montanha com borboletas a voar em seu redor. Aí estava retratado o seu sonho, subir … LER MAIS

Quando Sá-Carneiro mostrou o caminho a Pessoa

Um século depois do seu suicídio em Paris, aos 25 anos, Mário de Sá-Carneiro ainda não se libertou inteiramente da gigantesca sombra de Fernando Pessoa, continuando muitas vezes a ser visto como o amigo extravagante do grande poeta universal, uma espécie de número dois do nosso primeiro modernismo. No entanto, se o poeta de Indícios … LER MAIS

Porque as coisas grandes não têm nome

Passava apressadamente, naquele dia cavernoso de fevereiro, num corredor nobre do conservatório. Como sempre, o cheiro do soalho e da chuva, que parecia engolir a janela, fazia-me entrar num mundo de Romance e Utopia, de uma arte desenfreada e prazerosamente bela. A poesia em música, não a poesia das palavras mortas, não; a verdadeira poesia, … LER MAIS

Em Ouro e Alma — Correspondência de Mário de Sá-Carneiro com Fernando Pessoa

«Enfureço-me. Queria compreender tudo, saber tudo, realizar tudo, dizer tudo, gozar tudo, sofrer tudo, sim, sofrer tudo. Mas nada disso faço, nada, nada. Fico acabrunhado pela ideia daquilo que queria ter, poder, sentir. A minha vida é um sonho imenso. Penso, às vezes, que gostaria de cometer todos os crimes, todos os vícios, todas as … LER MAIS

A anacronia dos cravos em Memorial do Convento

“(…) deixe-se ficar Baltasar onde está, a ver passar a procissão, os pajens, os cantores, os cubiculários, os dois tenentes da guarda real, um, dois, com prima farda, diríamos hoje de gala, e a cruz patriarcal levando ao lado as virgas rubras, os capelães de varas levantadas e molhos de cravos nas pontas delas, ai … LER MAIS

Se eu pudesse trincar a terra toda

Se eu pudesse trincar a terra toda E sentir-lhe um paladar, Seria mais feliz um momento … Mas eu nem sempre quero ser feliz. É preciso ser de vez em quando infeliz Para se poder ser natural… Nem tudo é dias de sol, E a chuva, quando falta muito, pede-se. Por isso tomo a infelicidade … LER MAIS